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Monitoramento de atropelamentos de fauna na Rota do Sol, trecho da REBIO da MataPaludosa

Já no início de sua história, nos distantes anos 1990, a Biolaw iniciou sua relação com a Rota do
Sol (RST-486), tendo atuado nos estudos da fauna e da flora durante o processo de
licenciamento e atuando por nove anos no monitoramento das obras de pavimentação. Nesse
período foi diagnosticada a grande diversidade da área onde hoje está a Reserva Biológica da
Mata Paludosa, que abriga espécies típicas de Mata Atlântica.
Além de roedores, serpentes e aves de ambientes florestais, a ReBio abriga importante
comunidade de anfíbios, incluindo quatro espécies ameaçadas de extinção: perereca-macaca
(Phyllomedusa distincta), perereca-verde (Sphaenorhynchus caramaschii), perereca-risadinha
(Scinax rizibilis) e perereca-castanhola (Itapotihyla langsdorffii), sendo as duas últimas
criticamente ameaçadas no Rio Grande do Sul e de ocorrência exclusiva naquele local.


Durante a operação da rodovia constatou-se elevada mortalidade de animais por
atropelamento no trecho que cruza a UC, tendo o IBAMA determinado que fossem instaladas
novas passagens de fauna e realizados estudos da sua eficiência. Nesse sentido, o
Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem – DAER publicou um edital para o
atendimento das exigências, tendo sido a Biolaw vencedora da licitação para os serviços.
A partir de 2020 foram realizadas campanhas de monitoramento visando identificar as
espécies mais afetadas pelos atropelamentos e propor soluções complementares para o
problema. Foram instaladas novas passagens de fauna sob a rodovia, dimensionadas e
construídas especificamente para esse fim, associadas à colocação de cercas direcionadoras
para aumentar sua efetividade e passagens aéreas visando facilitar a transposição da rodovia
pelos organismos arborícolas.
Durante campanhas de monitoramento realizadas após a instalação das novas estruturas foi
constatada a sua utilização por mais de mil animais, entre eles lagartos, tatus, cutias,
saracuras, graxains, ouriços, gatos-do-mato e tamanduás, tendo ocorrido importante redução
na taxa de mortalidade, com destaque para diminuição de mortes de rãs e pererecas.

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